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Para deitar sob as estrelas

O que eu mais amo na música é que, assim como nos livros e filmes, ela nos leva para um lugarzinho especial que nossa imaginação faz questão de criar, seja esse lugar feliz, triste, calmo, agitado. Afinal, ninguém nunca disse que especial é sinônimo de feliz né não?

Ultimamente eu ando bem viciada em simplesmente todas as músicas do Jack Johnson. E é justamente sobre ele que eu vou falar nesse post porque, na boa, esse cara merece tudo de bom que possa acontecer na vida de alguém pelo simples fato de fazer músicas tão maravilhosas.

Jack Hody Johnson é um havaiano de 39 anos que encanta o mundo (eu) lançando músicas desde 2001. Antes de meio que se descobrir compondo e cantando ele surfava e acabou fazendo alguns documentários. Eu definitivamente não sei o que o fez começar a carreira como cantor mas agradeço muito por ele ter o feito.

Eu não tenho nem palavras para descrever suas músicas então, aqui vão algumas das que eu mais gosto:

1. Better together

2. Banana pancakes

3. Times like these

4. Dreams be dreams

5. Radiate

Essas músicas não são nem um terço de todas que eu gosto, mas são as que eu mais estou ouvindo ultimamente. Mas e vocês? Já conheciam/gostavam do Jack ou não? Me conta. Os comentários nos deixam com um sorrisão no rosto.

Acredito que por hoje seja isso…

Besitos, Carol

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Teve Copa Sim

Sim, vamos falar sobre a Copa. Sim, eu também estou entupida de futebol nas últimas semanas. E, por fim, não, eu nem gosto tanto assim de futebol.

É importante que vocês entendam que tudo o que eu falo aqui é só a minha insignificante opinião, logo, se você não concorda, respeite já que ninguém é obrigado a pensar igual e eu, que só tenho 17 anos, posso não estar certa da mesma forma que muita gente nesse mundão não está.

 Vamos começar pelo básico: é claro que tem política envolta nesse tipo de evento, assim como nas olimpíadas e nos eventos de abrangência internacional, então é muito idiota esse mi mi mi todo que algumas pessoas fazem por causa disso.

E pode parecer muito repetitivo mas a questão é que: se você tinha a intenção de parar a realização do evento, você deveria ter feito isso sete anos atrás, quando fora anunciado o país sede, de forma civilizada, é claro. O nosso país não estava preparado estruturalmente naquela época e, agora, sete anos depois, não mudou muita coisa, mas, vem cá, colega, de que adianta protestar na frente dos estádios durante os jogos? Nada. Sério. Você não vai chamar atenção das autoridades da forma que você quer, além de aparecer na mídia internacional de uma forma igualmente estúpida, a não ser que esse seja seu objetivo, se for, bom trabalho.

Outra coisa de gente besta, que deu uma vergonha alheia danada, foi a vaia na abertura, me chame de petista (?), esquerdista ou só mala, mas mala mesmo foi esse pessoal que vaiou a nossa presidenta. Eu sei que muita gente não votou nela, e é claro que cada um tem direito de ter a sua opinião, mas o que você faz quando, na sua casa, alguém não aceita sua sugestão de filme, por exemplo? Você respeita. Não é muito diferente quando se trata do seu país. Muita gente votou na Dilma, da mesma forma que muita gente votou contra, venceu a maioria e ponto. Aceita que dói menos.

Também teve aquela galera que disse que “quem vaiou foi a elite branca que pode pagar pelos ingressos da copa”. Conheço muita gente pobre que vaiaria se estivesse lá e vaia em qualquer oportunidade. A classe social influencia, sim, na forma de pensar, mas não é um fator determinante. Ok, agora, vem cá e deixa eu te contar um negócio: a maioria das pessoas naquele estádio certamente tinha uma condição financeira melhor, mas, na minha opinião, eles não devem ser julgados por vaiar, não concordam com o governo e essa foi a forma de protesto, devem ser julgados como pessoas que não sabem respeitar. Eu acho muito massa mesmo ter oposições de ideias entre as pessoas, mas acho horrível quando as pessoas não sabem se opor. Vamos lá, o que custa respeitar o outro?

O que não faltou nessas semanas foram posts em tudo quanto é site falando das opiniões dos estrangeiros que vieram ver a copa e o feedback foi extremamente positivo. Pode ser só pra inglês vê, mas e daí? 

Ninguém prometeu um país perfeito antes ou depois da copa. Tudo já foi construído e, conhecendo o povo brasileiro como conhecemos, será muito provavelmente usado. As melhorias no metrô (pelo menos nos de São Paulo), por exemplo, foram poucas, mas quem sabe não é um começo? Um pontapé inicial para que alguém faça algo, sei lá, só jogando uma ideia ao vazio (candidatos a governador)

De qualquer forma, essa é a minha opinião (tá ficando repetitivo, mas eu gosto de falar enfatizar) e espero que, mesmo que não concorde, respeite. Não coloquei exatamente tudo o que eu penso, senão escreveria umas trinta páginas, mas esse é um resuminho.

Obrigada por lerem, se sentirem a vontade comentem (se não se sentir a vontade, comente também).

Isso é tudo, pessoal.

Besitos, Carol

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Ballet

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Eu estava passando por um momento um tanto quanto difícil, sabe? Me sentia inútil, mesmo tendo a escola; todos os meus amigos faziam alguma coisa menos eu. Daí veio a ideia: começar a assistir aulas de ballet.

Sempre gostei e fiz ballet, mas estava parada há, mais ou menos, uns 6 anos, então resolvi voltar, começar do zero. Então, há quase 8 meses quando eu começo a aula, o alongamento, aquela musica clássica entrando na minha cabeça, tudo desaparece. Esqueço meus problemas para me concentrar em fazer o passo certo e aprender como controlar minha postura. Durante uma hora, duas vezes por semana eu faço isso, e tem me feito muito bem.

Além de ter ajudado bastante a minha saúde mental, o ballet tem suas vantagens na saúde física: melhora a postura, a flexibilidade, a resistência, você aprende a lidar melhor com a dor física – que, acredite, é bem grande, principalmente no começo – e com a pressão e emagrece (se você for magrela que nem eu também tem uma vantagem: cria corpo).

Enfim, quando eu pensei em fazer as aulas não pensei muito em ser uma bailarina e dançar para famosas companhias, mesmo porque já estou velha demais pra isso,não pensei em chegar já arrasando e colocando sapatilha de ponta e fazendo aqueles passos dificílimos que a gente vê no we ♥ it, pensei só que estaria fazendo algo que eu gostava, e cada progresso e evolução já seria lucro.

Essa semana fiz meu exame para passar de ano e, uma semana antes, quando eu perguntei para a minha professora em que ano eu estava e para qual ano eu ia, só pra saber o nível de dificuldade, ela falou que era para eu estar indo pro primeiro, mas que ela ia me colocar no primeiro e eu ia fazer prova pro segundo. Confuso? Tá, vou simplificar: ela me pulou um ano, então fiz exame para ir para o segundo ano. Ainda na semana passada, conversando com uma amiga, do ballet mesmo, falei que achava que ela tinha me pulado por dó, por causa dos meus problemas de saúde (nada sério, só um probleminha na coluna que me faz ter uma dificuldade que eu não teria se tivesse a coluna retinha) e ela me falou que talvez eu tenha interpretado errado; talvez ela tenha me avançado porque acha que eu sou capaz de me esforçar mais ano que vem e colocar a ponta, que eu sou capaz de superar uma dificuldade que meio que não tem cura.

Foi quando eu me dei conta de que eu não tinha conseguido só um hobbie, um escape da minha vida e dos meus problemas, tinha adquirido amigas também. Estou tão acostumada a ser pessimista e fatalista que não percebi que, embora alguns outros amigos antigos tenham me deixado pra trás, ou se afastado eu tinha conseguido mais, não que um substitua o outro porque cada amigo é diferente, mas fui me sentindo menos sozinha. E, além, de tudo isso, aquelas meninas, do meu ballet, são minhas amigas por um motivo: todas nós vemos o ballet como um escape; algumas mais que as outras, mesmo a que é mais pressionada pela família para dançar simplesmente ama isso.

E quanto ao meu exame? Eu não sei se eu fui muito bem, para falar a verdade, mas faz parte, todo mundo erra, eu não tenho pressa nenhuma em me formar e ser profissional, aliás, nem sei se algum dia vou chegar a ser profissional, o que me importa não é ser muito boa ou muito ruim, porque eu sou jovem, e mesmo se não fosse, não entrei nessa para me preocupar com as coisas. Não quero que o ballet seja algo que me tire o sono ou me perturbe, quero que ainda seja aquela coisinha sagrada, que me faz esquecer que eu tenho vida fora daquela sala cheia de espelhos.

Na minha opinião, todo mundo deveria ter uma válvula de escape da realidade. Algo que faça com que você se sinta leve.

Uma vez li num livro que, ao mesmo tempo que insustentável, a leveza é essencial. Por isso acredito no equilíbrio, como já falei em algum outro post, a vida não pode ser leve demais nem pesada demais.

E você? O que faz com que você se sinta leve, feliz, tranquila (o) e/ou segura (o)?

Besitos, Carol.