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Recomeço

Eu me sinto muito muito muito (add infinito) envergonhada de estar postando aqui depois de tanto tempo. Sério, eu nem entro no blog mais e desculpa por isso. O wordpress mudou todo o layout do site e eu nem sabia, a Roberta postou sobre o show da Demi e eu nem li, ok, acho que deu pra ter uma leve ideia.

Eu poderia dar mil desculpas e dizer que estava super atarefada durante todos esses meses, mas é uma desculpa tão batida que acho que nem cola mais. Sendo assim, vamos aos motivos que me levaram a essa grande e não intencional pausa:

1. Memória. Eu realmente esqueci que tinha o blog por um grande período de tempo e, quando lembrava, pensava que poderia escrever depois;

2. Escola. Não que eu seja super estudiosa e esteja conseguindo estudar para o vestibular, logo não tenho tempo, ou que a minha escola mande tantos trabalhos que eu não faça nada senão isso. A verdade é que os meus professores estão sendo uns amores (alguns) e raramente pedem algum trabalho que realmente pegue uma parte do meu tempo. Ah, Caroline, então por quê você colocou a escola como um dos motivos desse seu afastamento? Simples: embora eu não esteja fazendo nada das coisas que me deixa ocupada, eu tento fazê-las e é nesse tentar ser organizada para conciliar coisas como o blog e os estudos é que eu me atrapalho toda e acabei dando prioridade à escola;

3. Tempo. Esse malandrinho do tempo anda voando em minhas mãos, deve ser por isso que eu sinto como se tivesse fazendo pouquíssimas coisas;

4.Vida. Parafraseando um amigo meu: “A vida é uma piranhuda.”. E ela é mesmo, é meio óbvio que eu tenho uma vida fora do computador (embora não pareça), então, eu venho me preocupando mais em viver minha vida, sair com meus amigos e me divertir mais, tentar mudar um pouco o jeito de ver as coisas, mas acho que aprofundaria isso em outro post.

Enfim, esses foram os meus motivos. A essa altura do campeonato você deve estar pensando que tudo isso foi uma bosta e que era melhor eu ter ficado sem escrever nada mesmo, devo dizer que meio que concordo contigo. 

Como gosto de ser do contra, quero escrever mais, já que, entendam a gravidade da situação, ultimamente não tenho escrito nada, juro, a última coisa que eu escrevi foi aqui, há 520 anos atrás, então desculpa se esse texto estiver uma merda, é falta de prática.

A questão é que nesses meses que fiquei sem escrever, tanta coisa mudou na minha vida, umas para melhor, outras não tenho certeza ainda, e eu simplesmente não dividi de uma das formas que eu mais gosto: escrevendo aqui. Acredito que todos precisamos mesmo de um tempo as vezes e realmente não faz mal a ninguém, mas quando você começa a se afastar de todas as coisas que você ama, tem que vir de dentro e dar um basta.

Foi mais ou menos o que rolou comigo, como eu já disse, muita coisa aconteceu na minha vida e todas essas coisas e sentimentos foram se acumulando dentro de mim até eu não ter vontade de não fazer mais nada, além de já ter me afastado da escrita, me afastei da dança e, nessa semana chegou a um ponto insustentável. Eu estava afastando tudo o que antes me fazia bem porque elas não estavam mais me fazendo feliz. Fui perdendo a vontade de fazer as coisas a ponto de não me reconhecer mais, sério. 

Entretanto, cá estou eu, escrevendo aqui e tentando dar o primeiro passo para esse grande sacode que to querendo dar em mim mesma. Não vou mentir pra vocês que falar que com certeza eu vou postar toda semana agora e com vários temas diferentes e nem vou fazer essa promessa pela Roberta também, mas quero tentar, isso eu posso garantir.

Subir quando se está afundando requer uma força de vontade muito grande, e é o que eu espero ter. Quero muito que esse blog me ajude nessa, então, se algum de vocês (se é que ainda tem gente que lê o blog ou espera por atualização [se tem, mil desculpas mesmo, sério, nem me deixa saber disso que eu vou me sentir pior -mentira, pode comentando aí]) já passou por uma fase como a que estou passando, tiver algum conselho ou só algum comentário aleatório, não se prenda a vergonha e, por favor, comente, isso nos deixará muito feliz.

Isso é tudo, pessoal.

Besitos, Carol.

 

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Meu Parágrafo Favorito

“O fardo mais pesado esmaga-nos, verga-nos, comprime-nos contra o solo. Mas, na poesia amorosa de todos os séculos, a mulher sempre desejou receber o fardo do corpo masculino. Portanto, o fardo mais pesado é também, ao mesmo tempo, a imagem do momento mais intenso de realização de uma vida. Quanto mais pesado for o fardo, mais próxima da terra se encontra a nossa vida e mais real e verdadeira ela é.

Em contrapartida, a ausência total de fardo faz com que o ser humano se torne mais leve do que o ar, fá-lo voar, afastar-se da terra, do ser terrestre, torna-o semirreal e os seus movimentos tão livres quanto insignificantes.”  – A Insustentável Leveza do Ser, Milan Kundera

Escolhi esses dois parágrafos desse livro porque simplesmente sou apaixonada por eles, na realidade, retirei esses dois parágrafos do meu capítulo favorito do livro. Comecei a ler esse livro quando estava muito perdidona na vida, não via muito sentido, essas coisas, o livro não me ajudou em nada, muito pelo contrário só plantou mais dúvidas na minha cabeça, mas também mostrou que ficar dividida não tem problema.

A Insustentável Leveza do Ser é um clássico da Filosofia, mas não fica só filosofando. Achei que seria aquele livro que só apresenta teorias e essas coisas, mas é, na verdade, um romance. A história nos mostra essa diferença entre o peso  e a leveza, e é um pouco tendencioso, ao longo da história você pode perceber que o autor prefere mesmo o peso, mas isso é escolha do leitor.

A teoria é pequena, através das histórias, que, ao mesmo tempo que paralelas, se cruzam,  você entende cada vez mais todo o significado da tese. O melhor é que você escolhe no que acreditar.

Eu criei a minha própria teoria, sem deixar de concordar com as apresentadas. É a do equilíbrio. Se vocês já leram algum texto meu sabem do que estou falando, eu sempre falo disso.

Esses dois parágrafos me ajudaram a entender que a vida não precisa ser ou oito ou oitenta, ela pode ser quarenta.

Tenho um apreço muito grande por esse livro, amei ter essa experiência desse tipo de leitura, não li muito rápido, mas também não muito devagar, foi o tempo certo, foi a hora certa para se ler essa história.

Além do mais, como todo livro, me fez crescer mais um pouquinho e fico muito feliz quando me perguntam quais livros eu já li e esse está na lista. Só eu sei o quanto essas palavras significaram pra mim e não adianta tentar descrever, porque não há palavras para descrever o indescritível.

P.S.: Eu seeeei que era só um parágrafo, mas minha explicação ia ficar muito sem sentido, não poderia escolher entre esses dois nunca na minha vida.

Isso é tudo pessoal.

Besitos, Carol.

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Ah, Ed Sheeran

Ok, vocês provavelmente conhecem o Ed, mas se você não conhece, bom, você deveria. Edward Sheeran é um cantor e compositor de 22 anos, britânico, ruivo e super talentoso (eu poderia escrever páginas sobre ele mas vou me resumir a isso).

Eu conheci o trabalho do Ed, não vou mentir, vendo o British Awards do ano passado, o qual que só assisti por causa do One Direction, e simplesmente me apaixonei por aquele ruivo meio fortinho que usava jeans, camiseta e tênis em uma premiação, não só por ele mas pela sua voz também. No dia seguinte já fui procurar algumas músicas dele pra ouvir, claro que eu não consegui até hoje encontrar uma que eu goste mais.

Acontece que alguns meses atrás eu me peguei vendo vídeos dele e sabe, as pessoas não gostam dele só pela música ou por ele ser bonito. Vemos muitas pessoas no ramo da música que só estão lá pra vender, ganhar dinheiro e ponto, com o Ed não é assim, aprendi com o tempo que venho acompanhando o trabalho dele que ele é uma pessoa muito conceitual, ele gosta que as coisas façam sentido e tenham algum significado importante, nem que seja só pra ele.

Pessoas que conseguem transmitir quem elas são e o que pensam através do seu trabalho, seja qual for, são raras e o Ed consegue isso. E muitas pessoas podem dizer que isso é ser puxa saco, mas eu acredito que quando uma pessoa faz algo especial, ela automaticamente se torna uma pessoa especial.

Nos dias em que eu já passei refletindo sobre o significado da vida e essas coisas profundas entendi que a música não é algo fútil, é só algo que ameniza a nossa passagem por aqui, pela razão que seja, é uma forma de tornar tudo mais fácil. Músicas boas, que transmitem mensagens, conceitos, ideias, que compartilhem momentos, que inspire o mundo a ser diferente, ou a continuar igual, não passam de confortos para tudo isso que vivemos. Não importa o que você está sentindo, mas está sempre ouvindo música.

Enfim, saindo da filosofia e voltando para o meu cantor favorito: o Ed está em uma fase que eu considero muito boa, na realidade. Ele acabou de fazer uma turnê com a Taylor Swift e agora encerrando a turnê do próprio álbum “+”. Além disso, ele já começou a gravar o novo CD (pelo qual estou ansiosíssima) e, bom, a intenção dele era liberar as músicas logo depois de gravar, para os fãs, na internet, masss a gravadora vetou essa ideia, como o Ed é bem teimoso, diga-se de passagem, no seu primeiro show dessa semana (29/10) no Madison Square Garden ele cantou uma música nova chamada Tenerife Sea.

Enfim, espero que tenham gostado, se não o conheciam, ou simplesmente se apaixonado ainda mais pelo Ed.

Besitos, Carol Thaís

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Acreditar e Desacreditar

Bem vindos a Agosto!

Isso pode ser/parecer bobagem, mas agosto sempre foi o mês que eu menos gostei por razões de sempre acontecer algo de ruim pra mim. Ou eu fico doente, ou alguém da minha família fica doente (teve um ano que uma tia minha morreu), e afins.

Aliás, escrevendo assim, sabendo que alguém realmente vai ler, isso parece ser muito bobo mesmo. Em contra partida, não acho que seja tão bobo assim, porque é algo em que eu acredito e, ultimamente, eu não tenho acreditado em muita coisa. Ao longo dos anos eu comecei a simplesmente desacreditar em algumas coisas, e, pouco a pouco, foi-se quase tudo o que eu acreditava.

A questão, porém, não é acreditar e desacreditar, na verdade, comecei esse texto com a intenção de falar mal de um mês que eu não gosto, que eu acredito que não traz boas energias para mim. Taí uma coisa que me restou acreditar: energias boas e ruins.

Mas, enfim, o caso é que eu perdi totalmente o foco, mas percebi que é sobre isso que se trata esse blog, quer dizer, eu e a Roberta o criamos pra justamente colocar para fora, dividir esses nossos pequenos momentos de loucura e ache um texto meu nesse blog que não tenha mudado nem um pouquinho de foco.

Então acho que de tudo isso que eu falei, posso lhes fazer um resumo, e vocês ficarão realmente bravas (os) comigo por fazer ler esse textinho antes:

– Eu sou uma pessoa sem foco;

– Odeio agosto com todas as minhas forças e tenho meus motivos (assim como você tem seus motivos pra odiar alguma matéria, ou algum lugar);

-Você definitivamente deve estar muito brava (o) comigo por te fazer ler todas as minhas porcarias;

– Já acreditei em muitas coisas na minha vida e não me arrependo de ter o feito, porque isso acabou contribuindo para a pessoa que eu sou hoje;

– E, por último mas não menos importante, agradeço por terem tido paciência de chegar até aqui, eu não teria.

Mas, e você? No que você acredita severamente? Defende com todas as suas forças? Que crença te domina e exerce uma força grande sobre você? Conta pra mim! Por mais bobo que seja, divida.

Besitos, Carol Thaís.

P.S.: Acho o termo ‘odiar’ muito forte pra ser usado/sentido contra qualquer coisa/pessoa, me perdoem sinceramente por ter usado, mas foi o que me veio a mente.

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Ten thousand apologizes and excuses

Eu queria pedir dez mil desculpas pra vocês por ficar tanto tempo sem postar, e com o ‘vocês’ eu incluo a Roberta porque eu sei que já tava ficando chato. 

Enfim, resolvi fazer um texto falando de desculpas porque era o que eu queria pedir. Sintam o nível do bloqueio criativo. 

Todo mundo tem seus dramas particulares, todo mundo tem problemas, veja só, se não tivéssemos nenhum problema, bom, isso já seria um problemão. Outro problema é que ao invés de sairmos para resolver tudo isso, ficamos sentados esperando uma solução, e reclamando o quanto ela está demorando a aparecer. Viu como é fácil fazer de tudo um problema?

Muitas coisas me irritam, mas acho que o que mais me irrita é esse pessoal que reclama até de soluções que seriam uma mão na roda para os outros. Seu pai tirou seu celular? Nossa, que problemão! Você deve ter merecido. Sua mãe não deixou você sair? Meu Deus, que absurdo, ela realmente não quer seu bem né? Vocês veem onde eu quero chegar? Ao invés de assumirmos os nossos próprios erros, os tornamos problemas, isso é uma desculpa para quem nos tornamos. 

A vida é muito mais do que errar, e não assumir os seus erros te faz menos pessoa, mais covarde. Se fossemos mais corajosos em confiantes em relação ao que fazemos, mesmo assim erraríamos, mas seria menos. Teríamos menos problemas, menos desculpas e menos complicações.

É como diz uma música d’O Teatro Mágico: “…no fundo é simples ser feliz, difícil é ser tão simples…”

Desculpas de novo, e obrigada por ler.

Carol Thaís

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Hoje deu uma saudade!

Oizão!

Esses dias eu estava no shopping com a minha tia e com a minha priminha de 5 anos, minha tia precisava fazer um pagamento e minha prima não dava paz, então eu fui com ela dar uma volta na loja mais perto, e ironicamente, era a loja da Polishop. Quando nós entramos, ficamos maravilhadas, – como todo ser humano que entra naquela loja – mas o que eu achei mais interessante, foi a minha prima de 5 anos virar pra mim e falar: “Ah, Carol, se a gente tivesse tudo isso, nossa vida seria tããão mais fácil”.  Eu não tive outra reação senão rir e depois contar para todo mundo achando a maior graça, mas depois, no meu momento-reflexão do dia (vulgo quando eu vou dormir, porque durante o dia, de fato, eu não tenho paciência pra ficar refletindo coisas profundas como essas) eu percebi que, se com 5 anos, minha prima já acha a vida difícil, imaginem vocês daqui uns 10 anos!

Fui invadida por uma sensação que, ao mesmo tempo gostosa, agonizante de nostalgia. Comecei a lembrar de quando eu tinha 5 anos e de como eu era realmente feliz, eu brincava na rua com as minhas primas, nós brigávamos, eu morria de medo do meu primo que é policial e tinha uma relação de amor e ódio com outro primo, eu morava perto de todo mundo, e as coisas eram bem mais fáceis, eu era uma verdadeira vagabunda na escolinha, porque saía no meio da aula para ir ver A FITA CASSETE da Xuxa com os bebês do maternal, ou simplesmente ver desenhos na sala da diretora (sim, minha vagabundagem era por demais incentivada) e mesmo assim eu conseguia ser a aluna mais inteligente da classe. Eu lembro que foi com 5 anos que eu li minha primeira palavra e daí pra frente não parei nunca mais, se eu contar pra vocês qual foi a primeira palavra que eu li, vocês vão me achar muito estranha por ainda lembrar? Ok, vou contar sobre aquele dia, eu não lembro muita coisa, eu só lembro de estar na terceira carteira (não sei fazendo o que, porque sempre fui baixinha, então tinha que ficar na primeira) e da professora escrever três palavras na lousa: borboleta, boi e bala, fiquei super ansiosa, porque tinha quase certeza que ela iria nos mandar ler, e eu já estava lendo tudo na minha mente, eu queria impressionar todo mundo lendo borboleta, que é uma palavra grande, mas fiquei tão desapontado quando chegou na minha vez, porque o Victor, um guri encapetado que tinha mordido minhas bochechas (quando eu ainda tinha um pouco) na semana anterior, estava sentado justamente na minha frente, e foi ele quem leu borboleta, dai todo mundo já sabia o que estava escrito, então, a próxima palavra ficou para mim. Eu li boi, a palavra mais sem graça que estava escrita na lousa. Viu como eu sou muito estranha? Eu lembro de como me senti ao ler pela primeira vez.

Só que isso não importa, eu perco o foco muito fácil, o que importa é que eu comecei a lembrar de tudo isso, e pensei em como as crianças de hoje (e sim, eu posso falar isso sim, eu assisti e ouvi fita cassete, eu rebobinei fitas e datilografei muito na máquina de escrever do antigo escritório do meu pai) são cada vez mais e mais exigentes, quando eu tinha a idade da minha prima, eu fazia leite para as minhas bonecas (vulgo filhas) com o resto do talco mentolado, que eu usei para não coçar/ficar com marcas quando peguei catapora, e eu era muito feliz fazendo isso, eu tinha boneca de pano (ainda tenho e não troco minhas bebês por nada nessa vida) e eu assistia TV Cultura, porque ninguém era rico o suficiente naquela época para ter TV à cabo, eu alugava toda semana com o meu pai as mesmas fitas: duas da turma da Monica, e a outra eu revezava entre os filmes da Barbie. Eu posso dizer que fui MUITO mimada, mas também, era um mimo tão diferente do de hoje, eu nunca tive aquelas balinhas que vem um mini ventilador de EVA na ponta, porque era o olho da cara ( e ainda é!), mas hoje, quem dera as crianças se contentassem com isso, hoje eu vejo crianças de 3/ 4 anos com tablets, iPhones, e ainda reclamando, enquanto, há 10 anos atrás, se você desse um aviãozinho de EVA pra QUALQUER criança, ela ganharia o dia, a semana, talvez até o mês, só por causa daquele objeto tão bobinho.

Decidi escrever isso hoje porque fui invadida de novo por essas sensação de nostalgia, não sei o que me fez cair nessa, se foi porque hoje eu percebi que a maioridade está chegando cada vez mais rápido pra mim, e com isso vem responsabilidades, ou se foi porque eu simplesmente quis.

Acho que essas coisas não é o nosso consciente que controla.

E você? Tem alguma lembrança boa, ruim, frustrante, engraçada da sua infância? Se tiver, por favor, nos envie, eu ficarei grata em compartilhar desse sentimento tão gostoso que é lembrar da época em que nós éramos mais felizes, e não víamos a hora de crescer.

Besitos, Carol Thaís :]